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sábado, 8 de julho de 2023

 

História do Convento dos Capuchos em Sintra

 

Também conhecido como Convento da Cortiça, a construção desta casa conventual foi promovida, em 1560, por D. Álvaro de Castro, conselheiro de estado do rei D. Sebastião, em resultado de um voto que fez a seu pai, D. João de Castro, que sonhou construir naquele local um templo despojado, dedicado às práticas da contemplação e da introspeção. Este convento, em que a cortiça foi abundantemente utilizada nos revestimentos e na decoração, recebeu o nome de Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra. A construção materializa a filosofia e os ideais da Ordem de S. Francisco de Assis: a procura do aperfeiçoamento espiritual através do afastamento do mundo e da renúncia aos prazeres associados à vida terrena.

Mais tarde, por ordem do Cardeal Rei D. Henrique, o convento recebeu algumas beneficiações.

Em 1581, após a derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir, Filipe I de Portugal (II de Espanha) visitou o convento, proferindo uma afirmação que ficou célebre: “Em todo o meu reino, duas coisas tenho que muito me apraz: o Escorial, por ser tão rico, e o Convento de Santa Cruz, por ser tão pobre”.

Durante cerca de 250 anos, o convento permaneceu um local de culto e de peregrinação, habitado por frades franciscanos que a população local considerava “homens santos”, que partilhavam a filosofia expressa naquele local. Um dos frades notáveis da história desta casa foi Frei Honório que, de acordo com a lenda, passou as últimas décadas da sua vida isolado, a pão e água, numa pequena gruta na mata do convento, após ter caído em tentação. No entanto, em 1834, após a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, o convento é deixado ao abandono, sendo posteriormente comprado pelo 2º conde de Penamacor, que, em 1873, vendeu a propriedade ao 1º Visconde de Monserrate, Francis Cook.

O monumento é adquirido pelo Estado português apenas em 1949, altura em que a degradação do convento é cada vez mais visível e difícil de travar. Por esta altura, são realizadas algumas obras no local.

Integrando a Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade em 1995, o Convento dos Capuchos e a sua envolvente estão sob a gestão da Parques de Sintra desde 2000.

Em 2013, a empresa iniciou um complexo processo de conservação, restauro e requalificação deste monumento. Envolvendo uma equipa multidisciplinar, o projeto incide na recuperação do conjunto edificado, de todos os elementos construídos e decorativos e aposta na experiência da visita, potenciada por novas valências.

 

 

Fontes: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=pfbid02aSe7Bmh2dctM63A6biFegfX9cnVFJRipwN7BkUmkJjafCkBNNjWcNm2aH1ZUo6Eml&id=100006301110590&sfnsn=wiwspwa&mibextid=VhDh1V

 
 

 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

 

PROCESSO DE JOÃO HENRIQUES DE CASTRO

 


 

CRIME/ACUSAÇÃO: judaísmo

DATA DA PRISÃO: 10/10/1712

ESTADO CIVIL: casado

ESTATUTO SOCIAL: cristão-velho

IDADE: 60 anos

MÃE: Isabel Fernandes

MORADA: Rio de Janeiro, Brasil

NATURALIDADE: Vila Cova à Coelheira, bispado de Lamego

ORIGEM: Inquisição de Lisboa

PAI: Manuel Henriques de Castro, capitão-mor de Vila Cova à Coelheira

SENTENÇA: auto-de-fé de 09/07/1713. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, instrução na fé católica, penitências espirituais.

CÔNJUGE: Maria Henriques, cristã-velha

CARGOS, FUNÇÕES, ACTIVIDADES: lavrador de cana

NOTAS: Por despacho de 08/01/1715, o réu teve licença para ir para o Rio de Janeiro, com sua mulher e a sua filha.

 

Fonte: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2300834&fbclid=IwAR1PsdyIDIc0Pr435lo5dqfUgAxj0bKOurCAwz11zoayKKudrhBBQTp_WTs